segunda-feira, 14 de março de 2011

IX - Meu Pai



Eu sou feliz. Penso ser.
Eu sinto e reflito em mim. Procuro me entender.
Corro atrás dos meus sonhos. Mas não sei se são os corretos.
Experimento viver, alternativa que me faz pensar. Mas talvez fosse melhor esquecer.
Olho pro lado e deixo uma lágrima escorrer. Ela estava aqui dentro desde que eu plantei mágoas em mim.
Eu olho o meu reflexo. E se eu não fosse quem eu sou?
Eu desejo, busco os meus sonhos, está finalmente correndo bem. Quando uma palavra me derruba.
Eu precisava de um ombro para chorar. Me jogaram pedras no caminho.
Eu precisava de uma mão pra me levantar. Pisaram em cima de mim.
Eu precisava de uma esperança para viver. Me deram uma oportunidade de enterrar minha vida ali.
Mas eu não desisti.
Estou aqui.
O que me fez pensar em ir até o fim?
Deus.
Deus nunca desistiu de mim.
Deus nunca me deixou sozinha na dor.
Deus nunca me abandonou nas minhas fraquezas.
Deus nunca permitiu que eu morresse, porque Ele deu seu único filho pra morrer por mim.
Eu devo minha vida, devo minha voz, devo tudo a Ele.
Os meus olhos devem enxergar a Tua vontade. E apagar a minha visão.
O meu coração deve alegrar-se em Teu querer. E entregar o meu sonho em tuas mãos.
Os meus lábios devem confessar os meus anceios, desejos, sonhos. E não olhar para onde estou e reclamar de minha situação.
Eu devo minha vida, devo minha voz, devo tudo a Ele.
Os meus passos devem ser guiados.
A minha vida deve ser conduzida.
Porque Ele é o Senhor da minha vida.
Devo meu coração, o ar que eu respiro, minha alma pertence ao Deus de Israel. O Meu Pai.

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